segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

sexta-feira, 3 de outubro de 2008


" Não pensava em nada, olhei para o alto e vi contornos de asas...eram anjos?! ...
Eram seres mágicos sem dúvida, mas sem nome aparente.
Não quis perguntar o que eram, também não acharia piada se me tivessem perguntado o que sou.
Sinceramente não saberia responder, sou tanta coisa, tenho tantas características diferentes que seriam difíceis de explicar.
Parece-me que está aí a génese dos problemas das pessoas, o facto de ter de se explicar tudo o que se vê, se pensa ou se sente.
Olharam para mim, não me disseram nada...não me tocaram, mas o olhar foi tão intenso que me fez sentir bem, iam-me lendo a alma e eu via-a passar em frente dos meus olhos. Pelo seu aspecto já tinha sido um pouco maltratada mas estava luminosa e viva, tinha o sabor dos bons momentos e a alegria de ter superado os maus.
Girou á minha volta, mostrou-me o que precisava ver e voltou para mim ...suspirei... olhei para cima e já só via contornos de asas, tinha os olhos encandeados do sol.
Poderia dizer que nunca mais os vi, mas sinto o seu olhar em todos os momentos
Não sei se eram anjos, mas eram mágicos"

segunda-feira, 15 de setembro de 2008


"São os passos que damos que nos fazem o caminho", foi o que ele disse quando lhe abri a porta. Não estava à espera de o ver e foi com absoluto encanto que o recebi.
Entrou em casa e não se quis sentar, pegou na minha mão e levou-me a correr até ao rio.
Águas calmas...Relva verde e macia...Dia limpo e solarengo... E uma leve brisa que parecia levar todos os nossos receios.
"Olha para mim." disse ele. Achei estranho aquele pedido porque olhar para ele era coisa que não tinha parado de fazer desde que o vira entrar em minha casa.
"Olha para mim...Não olhes para o que queres ver", foi nessa altura que percebi o pedido.
Olhei...fechei os olhos e abri o coração...e olhei...
Vi o mundo! O que antes era um homem desprovido de asas, vestido com um manto e com um sorriso brilhante, era agora "um tudo". Era um misto de alegrias e de mágoas, de verdade e de mentira, de luz e de escuridão.
Vi o seu profundo ser, conheci aquilo que as pessoas tentam esconder com medo de serem fracas...com medo que as inferiorizem...com medo que não as aceitem por conhecerem os seus dois lados.
Quis que ele conhecesse os meus e pedi-lhe que olha-se para mim, ele olhou-me nos olhos e disse "Eu ja conheço esse lado foi por isso que voltei"
Ninguém tem de ter vergonha do que é nem do que foi, é isso que nos torna gente. É através deste exercicio que sabemos quem está disposto a aceitar-nos e é por essas pessoas que não devemos ter medo. Porque apesar de tudo ainda há pessoas pelas quais vale apena lutar.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

SPORTINGUISMO


Existem comentários que merecem passar a post e este é um deles.
Por toda a lucidez e paixão que encerra.
Porque define na perfeição o que é ser do Sporting.
Fica aqui o comentário desse grande sportinguista que assina SH.

“ Não acredito neste futebol português, não acredito no senhor presidente da liga com as suas teorias e as suas mentirinhas, não acredito nos árbitros que prejudicam cada vez mais os mesmos, não acredito no jornalismo de medo e de vermelho que está implantado nos principais jornais desportivos.
Pois é ninguém me pode obrigar a acreditar, não sou dos clubes do sistema, nunca comi daquela gamela e nunca me importei de perder quando os adversários são realmente melhores ou quando simplesmente tiveram mais sorte.
O meu clube não é o maior, mas o que interessa ser de um clube maior, quando o que faz esse clube ser o maior não são os seus adeptos, não são suas conquistas, não são os seus recordes mas sim as suas batotas, as suas influências mafiosas e as violações constantes das regras vigentes.
O meu clube não vende muitas Gameboxes, mas as que vende são verdadeiras, para assistir a espectáculos de verdade, puros de desportivismo e festa e os que são do meu clube e vão ao estádio não são enganados, sofrem, gritam, aplaudem, choram, mas ficam muito mais felizes quando se ganha que qualquer outro adepto porque sabe que aquela vitória é honrada, suada e conquistada com a humildade e vontade dos nossos briosos atletas.
O meu clube também erra, e quando isso acontece é castigado, mas no meu clube os castigos são para cumprir, atletas anos sem jogar, multas sem fim, dirigentes e treinadores castigados ao mais pequeno deslize, tudo se cumpriu, nada se violou, a lei foi escrupulosamente aplicada, mesmo que o próximo jogo fosse um dérbi, afinal era um jogo como os outros, para nós, os do meu clube.
Mas o meu clube é muito mais do que um simples fora de jogo mal tirado, um golo mal anulado, uma grande penalidade mal assinalada, isso ao pé do meu clube são simples vulgaridades que estamos habituados a ver e até a aceitar.
Eu adoro o meu clube porque é um clube diferente, que me deixa realizado, que me dá orgulho, que completa a minha personalidade, que aumenta a minha auto estima, que me transmite valores e que me desafia todos os dias a ser um homem melhor. O MEU CLUBE É O SPORTING.”SH

terça-feira, 2 de setembro de 2008

LIBERDADE


Nunca soube aceitar bem um não....acho que nunca lidei bem com eles.

Não falo daquele não do tipo " Não comas chocolates nem pastilhas, olha que fazem mal aos dentes", quer dizer esses chateiam e nós acabamos por comer...Espera , afinal também não lidava bem com estes...


Mas estes "nãos" que eu falo são aqueles que não nos deixam hipótese de nos mexermos, de olharmos para o lado e dizer basta.... Não são os "nãos" que nos dizem, mas os "nãos" que se sentem, que se sentem mesmo quando há silêncio...que se sentem principalmente quando há silêncio. São aqueles que vieram do escuro, do nosso escuro e nos fazem parar de fazer coisas que deviamos. Estes que eu falo são a nossa auto-inquisição que nos queima mas não nos mata.



Ainda bem que não sei aceitar um NÃO, ainda bem que muita gente lida mal com os NÃOS da vida, porque enquanto não aceitarmos aquilo que nos reprime seremos realmente livres e donos da nossa felicidade.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

DEDO NO GATILHO


Com a arma na mão,
O dedo no gatilho…
A vida passa-te a correr na mente.
Todos os momentos por ti vividos atropelam-se…
Uns nos outros!
O que fazer?
As mãos tremem-te,
Os dedos ficam petrificados,
O teu corpo gela.
Os teus olhos brilham,
Não sei se de raiva, se de incerteza…
Para ti o tempo parece que parou!
Continuas com o dedo no gatilho
E as lágrimas correm-te pela face!
Disparas ou não disparas?
A tua dúvida enche-me de receio!
Um anjo desce à Terra e somente diz:
- Dispara! A arma do amor não é para ficar imóvel! Dispara!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008


Há coisas que pensamos e que nunca sabemos como as exprimir.
E às vezes nem é preciso, para quem saber ler o olhar, a distância, o frio da alma.
Há coisas que sentimos e que preferimos ignorar, e então, vamos deixando que elas nos esmaguem enquanto as tentamos estranhar dentro de nós sem saber muito bem como o fazer, como uma infecção nos atacasse o corpo.
Mas há coisas que não podemos deixar de dizer, nem deixar morrer.
Há coisas gritantes à espera de uma simples oportunidade.
Há certezas que não devemos esconder, nem de nós nem dos outros.
Já chega o castigo de uma vida de vazios.
E eu quero que tu saibas que o melhor de mim, não é meu.
É nosso.
É tão nosso como o tempo que não temos um para o outro. Tão nosso como a dor da distância. Tão nosso como o amor que nos une, talvez para sempre.
Que para além deste “nosso”, resta muito pouco de um todo, transformado num aglomerado de nadas que tento colmatar com coisas “comuns”. E sorrio, com uma vontade aparente.
Até quando isto…
Até quando este desassossego…
Até quando vou preferir a hora de sono ao sol do dia…
Até quando continuar a caminhada sem saber para onde vou…
Eu, que nunca fui pessoa de me iludir com nada nem com ninguém, que nunca pedi impossíveis, hoje era capaz de pedir algo deste género:
Posso ser Feliz?