terça-feira, 26 de agosto de 2008

DEDO NO GATILHO


Com a arma na mão,
O dedo no gatilho…
A vida passa-te a correr na mente.
Todos os momentos por ti vividos atropelam-se…
Uns nos outros!
O que fazer?
As mãos tremem-te,
Os dedos ficam petrificados,
O teu corpo gela.
Os teus olhos brilham,
Não sei se de raiva, se de incerteza…
Para ti o tempo parece que parou!
Continuas com o dedo no gatilho
E as lágrimas correm-te pela face!
Disparas ou não disparas?
A tua dúvida enche-me de receio!
Um anjo desce à Terra e somente diz:
- Dispara! A arma do amor não é para ficar imóvel! Dispara!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008


Há coisas que pensamos e que nunca sabemos como as exprimir.
E às vezes nem é preciso, para quem saber ler o olhar, a distância, o frio da alma.
Há coisas que sentimos e que preferimos ignorar, e então, vamos deixando que elas nos esmaguem enquanto as tentamos estranhar dentro de nós sem saber muito bem como o fazer, como uma infecção nos atacasse o corpo.
Mas há coisas que não podemos deixar de dizer, nem deixar morrer.
Há coisas gritantes à espera de uma simples oportunidade.
Há certezas que não devemos esconder, nem de nós nem dos outros.
Já chega o castigo de uma vida de vazios.
E eu quero que tu saibas que o melhor de mim, não é meu.
É nosso.
É tão nosso como o tempo que não temos um para o outro. Tão nosso como a dor da distância. Tão nosso como o amor que nos une, talvez para sempre.
Que para além deste “nosso”, resta muito pouco de um todo, transformado num aglomerado de nadas que tento colmatar com coisas “comuns”. E sorrio, com uma vontade aparente.
Até quando isto…
Até quando este desassossego…
Até quando vou preferir a hora de sono ao sol do dia…
Até quando continuar a caminhada sem saber para onde vou…
Eu, que nunca fui pessoa de me iludir com nada nem com ninguém, que nunca pedi impossíveis, hoje era capaz de pedir algo deste género:
Posso ser Feliz?