quinta-feira, 18 de outubro de 2007


Ninguem pode construir em teu lugar as pontes que precisaras de passar para atravessar o rio da vida. Ninguem, excepto tu, so tu. Existem, por certo, atalhos sem numero, e pontes, e semideuses que se oferecerao para levar-te alem do rio, mas isso te custaria a tua propria pessoa:tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um unico caminho por onde so tu podes passar. Aonde leva? Nao perguntes, segue-o!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007


Não gosto de multidões. Perco-me nelas ( delas e de mim) . Mesmo dessas de Maio, onde todos se fingem de UM.Um um assim, fica mal em cada um. Parecemos papagaios-marioneta revoltados.Sei que o sou, esquisito. Mas prefiro a onda, ao Mar, mesmo gostando de azul e de gaivotas, apenas porque a onda se torna branca sendo do mar-azul, (mesmo sabendo que sem mar não há onda, e que esta só se espuma-de-branco, empurrada por Ele).Não gosto de multidões, porque me deixo de ver e sentir, dentro delas. Mas já fui voz de grito solidário, vezes muitas, já me deixei ser Mar vezes sem conta. Mas nunca ouvi o meu grito. Sei apenas que o dei. Porque fiquei sem voz. Na multidão todos ficamos sem voz, porque não temos rosto, e o grito, mesmo que sentido não é nosso, é do Um, é do Mar.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007


quarta-feira, 10 de outubro de 2007


Que Animal és tu ?
Ou por outras palavras, que Animal serias tu ?
Será que terias dignidade para ser um qualquer Animal ?
Ou ainda não te apercebeste do Animal que és ?

Pensa nisso. E nunca te esqueças, de que os espelhos enganam !

segunda-feira, 8 de outubro de 2007


Longas são as noites de insónia!
As horas passam lentas, e nunca mais amanhece. Meia-noite. Pego no meu livro de cabeceira e espero que a qualquer momento ele me escorregue das mãos como habitualmente. É o sinal para o poisar de mansinho e com gestos lentos, apagar a luz. Mas não desta vez. As páginas sucedem-se a um ritmo regular ao qual não vejo o fim. Paro a leitura por momentos e fecho os olhos. Sabe-me bem este silêncio.
Veste-me como um manto e deixa-me em paz. Mas o sono não me vence.
Leio mais um pouco. Quando deito os olhos ao relógio, já marca quase a
uma da manhã.Decido apagar a luz. Tento relaxar e dormir mas apenas dou voltas e mais voltas na cama. Irrito-me. Penso que devia levantar-me e tomar qualquer coisa para dormir. Mas realmente não gosto de o fazer. Acendo a luz de novo e vejo as horas mais uma vez. Duas da manhã. Pego de novo no livro e leio mais umas páginas. Desta vez não está a resultar. Levanto-me e vou até à janela. Não há vivalma nas ruas. Até o movimento de carros é quase nulo. O céu está limpo e as estrelas brilham, pequeninas.
Três da manhã agora. Corro a cama de uma ponta à outra à procura de um sítio mais fresco.Tudo me vem à cabeça. O passado e o presente. O futuro. Estou tão irritado!Desisto pronto! Não tenho sono, o que hei-de fazer? Ficar para ali quietinho à espera que amanheça. Momentos depois – pareceram-me apenas uns minutos – abro os olhos e já clareia. Quase sete da manhã. Afinal sempre consegui dormir um pouco. Ufa!

domingo, 7 de outubro de 2007



Dr.!… Sinto-me cansado! Tenho os braços doridos de tanto remar
Contra a maré de um mar alterado, Tenho as pernas entorpecidas de tanto andar,
Sem saber bem para onde ir… Mas sempre a subir!
Dr.!… Estou esgotado! Tenho os dedos magoados, O peito seco e macerado
Por quem teima em pisar os meus pés ensanguentados.
“Deixem-me andar, Partir, Sonhar… Não vos quero acompanhar
E mesmo sem saber para onde ir, Não vou cair!
Não me sigam! Nada quero que me digam!
Dispenso as vossas ideias e palpites, Ultrapassados que estão todos os limites!”
Dr.!… Dói-me a alma!
Preciso de paz, Da brisa do mar que me apraz E da melodia das ondas que me acalma!
Preciso da canção de uma gaivota E dos versos de uma noite de verão.
Preciso de encontrar a minha rota E das palavras que deixei escapar da mão!