quarta-feira, 28 de novembro de 2007


Como toda boa história, a nossa começa assim ... Era uma vez um lindo cavalo, verdadeiro puro sangue que vivia a encantar a todos moradores de uma região. Era doce e selvagem ao mesmo tempo, verdadeiro campeão.
Um dia , campeando pela fazenda veio a cair num buraco profundo.
Todos os moradores da fazenda correram a socorrê-lo . Fizeram várias tentativas, mas todas inúteis. O buraco era estreito e não tinha como descer e ajudar o cavalo que permanecia vivo, na profundeza do buraco. Foram inúmeras as tentativas, mas nada de salvar o cavalo. Depois de algum tempo, vendo que nada conseguiam, resolveram sacrificá-lo, já que não havia como tirá-lo daquela armadilha..
Um deles sugeriu de jogar terra em cima dele, já que estava dentro de um buraco....enterrando por lá mesmo. A sugestão foi prontamente aprovada ... mãos a obra !
Todos em posse de pá, começaram a jogar terra buraco abaixo. Essa caindo em cima do dorso do cavalo, o mesmo estremecia fazendo que a terra caísse entre suas patas. E logo ele começava a pisar essa terra nova fazendo um novo piso ... e assim foi , até que toda terra jogada dentro do buraco, foi aos poucos subindo o cavalo ! E para surpresa geral dos homens que a beira do buraco jogavam terra imaginando que o enterravam , o puro sangue conseguiu sair, livrando-se daquela prisão !
Quantas vezes estamos inteiramente perdidos dentro de buracos espirituais, buracos de doenças, buracos financeiros, buracos de sentimentos, etc... e que não vemos saída e nem mesmo os que nos cercam, vêem saída, dando-nos por " mortos" . Essa terra que salvou o cavalo, vindo do céu, representa a Mão de Deus , sempre pronto a nos ajudar bastando; primeiro; que queiramos e segundo , crer que Ele é o único que está sempre pronto a nos ajudar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007


E o homem olhou em redor
E a todas as coisas deu um nome
E às que não entendia chamou deus.
E os deuses eram muitos e o homem era um.
E o homem soube das coisas
E todas as coisas entendia
Excepto o homem.
E o homem era muitos e deus era só um.
Não fora o medo do escuro
Dentro e fora do homem
Não fora o medo do nada
E deus não existiria.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007


Sim eu costumava ser um Anjo da Guarda, tinha asas e me vestia de branco, ainda sou um anjo no fundo do meu coração e no meu olhar, mas não tenho mais asas, eu cometi o maior erro que um anjo pode cometer, se apaixonar pela pessoa para a qual fui designado a proteger, para ajudar completar seu destino na terra e Deus me castigou, agora sou um anjo caído na terra e me tornei mortal como todos vocês. É tão difícil ser um mortal, mas confesso a vocês que o amor é o sentimento mais forte e nobre que um coração pode sentir, seja ele de um simples mortal ou mesmo de um Anjo. O amor me fez cair dos Céus, o amor me fez sentir dor, fome, tristeza, solidão e mesmo assim o amor me fez pertencer a algo maior que qualquer dor, o amor me fez ser um apaixonado e para um apaixonado não há dor que não possa ser superada. Meus outros amigos anjos me avisaram que o nosso amor pelos mortais jamais deveria ultrapassar a fronteira da compaixão e da solidariedade, deveríamos olhar por eles, ser aquela voz que fala ao coração, deveríamos ser a proteção e o ombro amigo, mas nunca, jamais deveríamos amar, sentir o amor dos mortais por eles mesmos, porque o amor de um mortal, pode ser mortal para um anjo.... Agora estou aqui perdido , perdi todas as coisas que tinha, até o meu amor, mas mesmo assim valeu a pena, Ontem eu tive um amor, hoje não tenho mais. Talvez o tenha perdido por amá-lo demais, Eu amo alguém que jamais será meu, mas eu continuo amando a quem o destino me deu,Tudo que é bom, dura o tempo necessário para que seja inesquecível....

quarta-feira, 14 de novembro de 2007


Descia a avenida em silêncio...
A chuva caía sobre o meu rosto como lágrimas...
As pessoas quase se esbarravam, ignorando o mundo em volta!
Talvez fosse Inverno, não me recordo,
Ou talvez não...
Talvez apenas um daqueles dias em que o sorriso ilumina a alma
Mas que a razão não deixa ver!
Continuei o meu caminho, já não sei qual era o destino...
Olhava e nada via,
Como se trouxesse os olhos vendados,
Como se estes se negassem por si a querer ver!
Era estranho, mas eu não conseguia evitar!
Sentia um frio que me consumia,
Que me gelava a alma,
Que me impedia de raciocinar!
Parecia que estava num sonho obscuro
Daqueles em que, mesmo a dormir,
Sabemos não ser real!
A luz era escassa… Talvez fosse noite, ou não...
O relógio parecia ter parado...
Finalmente cheguei!
Onde? Não sei...!
Estava agora sentado e olhava lá para fora.
Talvez tivesse sido lá que eu tinha ficado,
Talvez ainda continuasse à chuva,
Talvez ainda estivesse a cruzar-me aqui e ali
Com quem quase me trespassava.
Mas não, eu permanecia lá dentro!
Estava escuro na mesma e eu não sabia como encontrar a luz
Talvez se procurasse melhor!
Caminhei...
Deixei de ter medo e fui em frente…
As minhas pernas ainda o negavam, mas eu insisti!
O meu rosto ainda sentia as lágrimas do céu,
Mas eu estava em casa, como podia ser?...
Decidi não procurar resposta, talvez fosse melhor assim...
Agora queria encontrar a luz!
Continuei a caminhar, mais e mais,
Com mais velocidade... Corri...
Estava cansado...
Uma porta… Eu estava a ver uma porta...!
Onde estaria eu? Não era relevante!
Decidi abrir...
E de repente… A luz!!!!!!
Era o sol que brilhava... saí...
Estava quente...
As pessoas riam e conversavam,
As crianças brincavam, inquietas
Uma música de alegre desassossego parecia convidar-me a dançar!
Estranho… Eu estava a sorrir!
Sorria feliz… e não sabia porquê!
Conseguia ouvir o mar a estalar sobre as rochas...
Avancei… estava a vê-lo agora...
Caía docemente sobre a areia!
Como era grandioso e imenso!
Sentei-me e fechei os olhos... Estaria a sonhar?
Fiquei alguns minutos simplesmente a ouvir,
A sentir e a assimilar todo aquele paraíso
Que a minha escolha de avançar me oferecera...
Resolvi levantar-me… Tinha de perceber se estava a sonhar!
Abri os olhos...
Tudo era ainda mais belo e perfeito!
Olhei para o lado...
Lá estavas TU...!
Compreendi então porque se tinha transformado o mundo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007