
Descia a avenida em silêncio...
A chuva caía sobre o meu rosto como lágrimas...
As pessoas quase se esbarravam, ignorando o mundo em volta!
Talvez fosse Inverno, não me recordo,
Ou talvez não...
Talvez apenas um daqueles dias em que o sorriso ilumina a alma
Mas que a razão não deixa ver!
Continuei o meu caminho, já não sei qual era o destino...
Olhava e nada via,
Como se trouxesse os olhos vendados,
Como se estes se negassem por si a querer ver!
Era estranho, mas eu não conseguia evitar!
Sentia um frio que me consumia,
Que me gelava a alma,
Que me impedia de raciocinar!
Parecia que estava num sonho obscuro
Daqueles em que, mesmo a dormir,
Sabemos não ser real!
A luz era escassa… Talvez fosse noite, ou não...
O relógio parecia ter parado...
Finalmente cheguei!
Onde? Não sei...!
Estava agora sentado e olhava lá para fora.
Talvez tivesse sido lá que eu tinha ficado,
Talvez ainda continuasse à chuva,
Talvez ainda estivesse a cruzar-me aqui e ali
Com quem quase me trespassava.
Mas não, eu permanecia lá dentro!
Estava escuro na mesma e eu não sabia como encontrar a luz
Talvez se procurasse melhor!
Caminhei...
Deixei de ter medo e fui em frente…
As minhas pernas ainda o negavam, mas eu insisti!
O meu rosto ainda sentia as lágrimas do céu,
Mas eu estava em casa, como podia ser?...
Decidi não procurar resposta, talvez fosse melhor assim...
Agora queria encontrar a luz!
Continuei a caminhar, mais e mais,
Com mais velocidade... Corri...
Estava cansado...
Uma porta… Eu estava a ver uma porta...!
Onde estaria eu? Não era relevante!
Decidi abrir...
E de repente… A luz!!!!!!
Era o sol que brilhava... saí...
Estava quente...
As pessoas riam e conversavam,
As crianças brincavam, inquietas
Uma música de alegre desassossego parecia convidar-me a dançar!
Estranho… Eu estava a sorrir!
Sorria feliz… e não sabia porquê!
Conseguia ouvir o mar a estalar sobre as rochas...
Avancei… estava a vê-lo agora...
Caía docemente sobre a areia!
Como era grandioso e imenso!
Sentei-me e fechei os olhos... Estaria a sonhar?
Fiquei alguns minutos simplesmente a ouvir,
A sentir e a assimilar todo aquele paraíso
Que a minha escolha de avançar me oferecera...
Resolvi levantar-me… Tinha de perceber se estava a sonhar!
Abri os olhos...
Tudo era ainda mais belo e perfeito!
Olhei para o lado...
Lá estavas TU...!
Compreendi então porque se tinha transformado o mundo!
A chuva caía sobre o meu rosto como lágrimas...
As pessoas quase se esbarravam, ignorando o mundo em volta!
Talvez fosse Inverno, não me recordo,
Ou talvez não...
Talvez apenas um daqueles dias em que o sorriso ilumina a alma
Mas que a razão não deixa ver!
Continuei o meu caminho, já não sei qual era o destino...
Olhava e nada via,
Como se trouxesse os olhos vendados,
Como se estes se negassem por si a querer ver!
Era estranho, mas eu não conseguia evitar!
Sentia um frio que me consumia,
Que me gelava a alma,
Que me impedia de raciocinar!
Parecia que estava num sonho obscuro
Daqueles em que, mesmo a dormir,
Sabemos não ser real!
A luz era escassa… Talvez fosse noite, ou não...
O relógio parecia ter parado...
Finalmente cheguei!
Onde? Não sei...!
Estava agora sentado e olhava lá para fora.
Talvez tivesse sido lá que eu tinha ficado,
Talvez ainda continuasse à chuva,
Talvez ainda estivesse a cruzar-me aqui e ali
Com quem quase me trespassava.
Mas não, eu permanecia lá dentro!
Estava escuro na mesma e eu não sabia como encontrar a luz
Talvez se procurasse melhor!
Caminhei...
Deixei de ter medo e fui em frente…
As minhas pernas ainda o negavam, mas eu insisti!
O meu rosto ainda sentia as lágrimas do céu,
Mas eu estava em casa, como podia ser?...
Decidi não procurar resposta, talvez fosse melhor assim...
Agora queria encontrar a luz!
Continuei a caminhar, mais e mais,
Com mais velocidade... Corri...
Estava cansado...
Uma porta… Eu estava a ver uma porta...!
Onde estaria eu? Não era relevante!
Decidi abrir...
E de repente… A luz!!!!!!
Era o sol que brilhava... saí...
Estava quente...
As pessoas riam e conversavam,
As crianças brincavam, inquietas
Uma música de alegre desassossego parecia convidar-me a dançar!
Estranho… Eu estava a sorrir!
Sorria feliz… e não sabia porquê!
Conseguia ouvir o mar a estalar sobre as rochas...
Avancei… estava a vê-lo agora...
Caía docemente sobre a areia!
Como era grandioso e imenso!
Sentei-me e fechei os olhos... Estaria a sonhar?
Fiquei alguns minutos simplesmente a ouvir,
A sentir e a assimilar todo aquele paraíso
Que a minha escolha de avançar me oferecera...
Resolvi levantar-me… Tinha de perceber se estava a sonhar!
Abri os olhos...
Tudo era ainda mais belo e perfeito!
Olhei para o lado...
Lá estavas TU...!
Compreendi então porque se tinha transformado o mundo!
